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Veja como fugir de juros altos com a portabilidade de crédito

Especialista explica quando é vantagem optar pelo modelo de transferência de dívida.

Quem tem um empréstimo ou financiamento pode conseguir juros menores, mesmo estando no meio do contrato. Isso é possível por meio da portabilidade de crédito, serviço que permite transferir uma dívida de um banco para outro.

Os dados mais recentes divulgados pelo Banco Central, em 2018, mostram que os pedidos de portabilidade aumentaram quase 100% em 2017, movimentando R$ 16 bilhões.

A operação funciona da seguinte maneira: o banco 2 compra a dívida que o cliente tem no banco 1. O banco 1 liquida o saldo e o cliente, agora, vai refinanciar a dívida com o banco 2.

“Nesses casos, o cliente, além de conseguir juros menores em outra instituição, pode, se preferir, chegar ao mesmo número de parcelas com um valor final menor”, diz Silvio Bento Ribeiro, franqueado da Vazoli, franquia do setor de crédito.

O cliente deverá entregar todos os dados à instituição, que não é obrigada a aceitar a dívida que o cliente tem. Já o banco é obrigado a vender a dívida, caso o consumidor assim escolha.

Silvio explica que o cliente pode conseguir o chamado “troco”. “Digamos que faltem 60 parcelas de R$ 100 para o cliente terminar o contrato. São R$ 6 mil, que serão refinanciados”, explica. A nova instituição passará a cobrar, por exemplo, 60 parcelas de R$ 90, com o valor final total de R$ 5400 (veja o exemplo 1). O interessado também pode ‘recomeçar’ o empréstimo para conseguir o troco, caso precise de dinheiro no momento (veja o exemplo 2).
 
Exemplo 1: o número de parcelas continua o mesmo do contrato vigente, mas o valor das parcelas fica menor. Essa modalidade é ideal para os clientes que não estão conseguindo arcar com o valor das parcelas.

Exemplo 2: o número de parcelas retorna ao do início do contrato, com o mesmo valor das parcelas. Essa possibilidade é ideal para clientes que precisam de dinheiro no momento. (exemplos fictícios)

Cuidados

Ao solicitar a portabilidade de crédito, o interessado deve ficar atento ao valor do Custo Efetivo Total (CET), já que toda operação financeira com juros possui encargos e despesas. Se o interessado não for cliente do banco que comprará a dívida, poderá haver tarifa de confecção de cadastro para início de relacionamento (Resolução Conselho Monetário Nacional 3.919, de 2010). Entretanto, qualquer custo de transferência é de responsabilidade da instituição. Deve se ficar atento também ao valor do troco, definido por meio dos juros, aplicados no contrato inicial e na portabilidade.

Silvio ainda destaca a portabilidade como modelo para refinanciamento de veículos e imóveis. “É mais fácil do que fazer uma renegociação com o mesmo banco”. De acordo com o empresário, 80% dos atendimentos na unidade de Jundiaí são pedidos de portabilidade de dívida. “Desses, praticamente 100% são portabilidade de empréstimos.”

Para Eric Vaz de Lima, fundador da Vazoli, a portabilidade é ideal para empréstimos. “Muitos clientes fecham contratos de empréstimos sem pensar, só tendo em vista o dinheiro. O ideal, nesse caso, seria o empréstimo consignado, mas a portabilidade também é uma maneira do cliente conseguir um acordo mais em conta.”

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Fonte: Passo Avanti Comunicação - www.passoavanti.com.br
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