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Os novos nômades


Considerado um dos maiores eventos de entretenimento digital do mundo e no Brasil, a Campus Party acontece desde 2008, em São Paulo, reunindo um enorme número de pessoas e computadores.

Os participantes ou “campuseiros”, como são chamados, instalam suas máquinas aos cabos de rede e podem trocar conhecimento, usar a internet (de 10 gb) à vontade, jogar, assistir palestras de variados assuntos e participar de oficinas.

Este ano, uma das palestras, ocorrida dia 18 de janeiro, foi particularmente interessante e iniciava com uma indagação: “O que é empreendedor?”. A pergunta instigou os participantes a debaterem seus pontos de vista, enriquecendo a mesa redonda com as mais diversas interpretações da questão e polemizando o ambiente numa arguição agradável e estimulante.

Maria Carolina, sócia-fundadora da Strat Kingo Labs, afirmou acreditar que a pessoa já nasça empreendedora, mas não descartou que também é possível torna-se empreendedor. Segundo ela, a pessoa empreendedora tem vocação desde pequena, exemplificando como aquela menina na escola que percebe que vender bombom na hora do recreio dá dinheiro e começa a vendê-los.

Já o vice-presidente do comitê Empreendedorismo da Amcham, Bob Wollhein, apresentou um ponto de vista diferente, asseverando que ele nunca foi metido a “espertalhão”, e que ser empreendedor é saber do que se gosta e começar a fazê-lo, portanto qualquer um pode ser, basta descobrir quais suas afinidades.

Diego Remus, jornalista dedicado ao ecossistema brasileiro de empreendedorismo digital, disse: “Não é o que você vai fazer, mas o que vai fazer com isso.” E explicou: “suponhamos que eu quero abrir um negócio de... Melancias! (platéia ri) O que eu tenho que fazer? Primeiro, estudar sobre as melancias. Segundo, ler tudo e qualquer informação sobre as melancias e terceiro conversar sobre elas.” 

Viviane Vilella, analista de projetos de atendimento e relacionamento com o cliente do Sebrae, orientou para que o empreendedor “pesquise, estude, faça acontecer” e ressaltou que o Sebrae pode dar um “empurrãozinho”.

A criadora do blog Amaroula com Sucrilhos, Alessandra Félix, parecia falar de “sorte” quando comentou que “ás vezes as pessoas se despertam em você, e ai pronto!”. Comentou ainda sobre idéias e próprios negócios que não deram certo e aconselhou: “não acreditar nessas histórias de que os negócios de determinada empresa nunca deram errado, já é um bom começo, isso não existe, crise sempre tem.” 

Estudar sobre o consumidor, entender sobre o produto, não ter medo de procurar o que pode dar errado e se perguntar se é isso mesmo que se quer fazer, foram algumas dicas dadas pelos palestrantes para se tornar um empreendedor de sucesso.

Como na filosofia nômade, o empreendedor busca sempre mudar os ares, se permitindo as mudanças no ramo profissional que o façam não ficar parado, mas sim crescer e conhecer mais. Pessoas empreendedoras são insaciáveis e tem como princípio fundamental a coragem de se reinventar. Não é atoa, que durante a palestra houve muitas críticas aos concursados, que trabalham em empregos fixos e acabam acomodados e dependentes, sem mais vitórias. (Será?)


Autora: Fernanda de Alcântara Alencar é estudante de Comunicação Social e Jornalismo na UFT (Universidade Federal do Tocantins) e escreve no blog: www.senhoritafe.blogspot.com.
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