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Suco de laranja proveniente do comércio justo


As exportações no Brasil registraram US$ 5,63 bilhões segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). O setor de sucos foi um dos que mais contribuíu para o incremento das exportações, em especial o suco de laranja. E quando o assunto é vender produtos brasileiros para outros países a laranja certificada o Selo do Comércio Justo e Solidário (preconizadas pela Rede Mundial de Comércio Justo – IFAT), representa importante lavanca para os agricultores nacionais.

De acordo com a diretoria internacional da WFTO - Organização Mundial de Comércio Justo na América Latina, Ana Asti, presidente da empresa Parceria Social, prestadora de consultoria apoiada pelo SEBRAE para este tipo de mercado no Brasil, produtos certificados tendem a ganhar referência internacional.

No Brasil, a Parceria Social se engaja, juntamente com seus parceiros locais, em favor de negociações justas. De acordo com a Ana Asti, as famílias contratadas como trabalhadores eventuais ou de temporada, que ganham a vida com a colheita da laranja, precisam de melhores condições de trabalho. Isto significa, sobretudo, um pagamento justo para que os pequenos agricultores possam prover o sustento de suas famílias.

Um bom exemplo é o do suco de laranja "Fitesse" que garante ao consumidor - através do selo de comércio justo outorgado pela TransFair à empresa que o produz - que coletadores e coletadoras de laranja recebem um salário justo e, além do mais, que o suco foi produzido com laranjas orgânicas e sem o emprego da mão-de-obra infantil.

A Cocamar Cooperativa Agroindustrial decidiu, há cinco anos, apostar na certificação sócio-ambiental para incrementar a rentabilidade. Neste ano, ela já fechou contratos para exportar 2 mil toneladas de suco de laranja orgânico com o selo "Fair Trade" de comércio internacional justo em 2008, o dobro do volume exportado em 2007. "A demanda está crescendo, mas esse mercado justo ainda é relativamente pequeno. Não dá para produzir 100% com esse critério", afirma Luiz Lourenço, presidente da Cocamar. 

Obter o selo de comércio justo (Fair Trade) não é um processo simples. Demanda uma série de requisitos, como cultivo orgânico de alimentos, manejo do solo para evitar perdas ambientais e programas de desenvolvimento educacional para empregados. Como recompensa, países desenvolvidos como Estados Unidos, países da Europa e Japão oferecem bônus que são pagos à empresa que desenvolve os projetos e aos empregados - nesse caso, os valores são revertidos em projetos sociais. Em média, esses países pagam pelo suco de laranja certificado US$ 1.500 por tonelada FOB e US$ 100 de bonificação, dividida entre empresa e funcionários. Para o maracujá, o valor pago é de US$ 2.800, com prêmio de US$ 280. Para o café, US$ 1,15 por libra-peso, com prêmio de 50 centavos de dólar. 

“Empresas que aderem ao modelo de negócio voltado para o Fair Trade traçam  novos rumos no mercado implantando o modelo de comercio justo, solidário e sustentável em suas cadeias produtivas. O projeto quando sai do papel e vira uma prática que tem gerado bons resultados no desempenho comercial das marcas. Mesmo para aquelas que ainda não fazem exportação”, explica Ana Asti.


Serviço:
Parceria Social - Rua Marquês de São Vicente, 225, PUC-Rio, Gávea - Rio de Janeiro, RJ - Brasil – CEP: 22451-900 - Telefone: (21) 3010-4266 / 2540-5144 – Site: www.parceriasocial.com.br


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Um comentário:

  1. Parabéns pelo trabalho, levando sustentabilidade e qualidade em todo processo realizado pelos citricultores.
    Att, Walter Bressan

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