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Gestão / Sócio - O inimigo mora ao lado?


Compartilhar uma prática profissional é algo muito comum entre profissionais liberais. Como diz o ditado, duas cabeças pensam melhor do que uma. Além disso, é possível dividir custos e responsabilidades, além de ter um ombro amigo para compartilhar as vitórias e dificuldades do dia a dia.

Quando acertada, uma sociedade vai longe. Como toda relação, no entanto, há o risco também de tudo sair diferente do esperado. Não são poucas as histórias de arrependimentos, brigas judiciais e até falências causadas por desentendimentos entre sócios.

O que fazer então se você está pensando em iniciar uma nova atividade com um sócio? Zugman mostra as 4 chaves de uma boa sociedade:

1) Antes de mais nada é preciso alinhar os objetivos de cada um. Se um sonha em expandir o negócio, trabalhar e investir, e outro só quer ter uma boa fonte de renda, a sociedade pode começar errada. Os objetivos devem ser definidos no começo, se preciso até com participações, pagamentos e envolvimento diferentes: “Não há nada de errado, por exemplo, em procurar um sócio investidor - diz Zugman, mas é preciso saber que alguém que coloca dinheiro em um negócio está em busca de um retorno financeiro. Se você quer algo a mais que isso é bom definir antes.

2) As habilidades profissionais se complementam? Procure identificar quais as diferenças entre cada sócio e como essas diferenças podem agir para tornar o negócio cada vez melhor. “Uma sociedade entre iguais pode até ser divertida, mas pensando bem, o melhor motivo para entrar em uma sociedade é se a ou as outras pessoas puderem oferecer algo que você não pode” ensina Zugman. Um sócio bom com números pode complementar um bom com pessoas, alguém mais analítico pode gostar de ter por perto alguém com uma inteligência emocional mais alta, e assim por diante. Lembre-se, no entanto, que diferenças podem causar atritos, o que nos leva ao próximo ponto:

3) Os sócios conseguem manter um nível de convivência mesmo em ocasiões ruins? “Muitos profissionais confundem sociedade com amizade. Você não precisa ser amigo de seus sócios, mas é extremamente importante que exista um nível de comunicação civilizado até nos piores momentos” Diz Fábio Zugman. “Um bom teste é levantar questões difíceis antes da sociedade começar. Seu futuro sócio começa a falar mais alto quando se trata de uma questão que o incomoda? Ele trata subordinados bem? Você consegue conviver com essa pessoa mesmo se for para discutir como sair de um prejuízo enorme?” completa o autor

4) Por último, tenha um plano de saída. Algo extremamente importante, mas que na empolgação de começar uma sociedade não costuma ser visto com bons olhos, é ter um plano caso as coisas saiam errado. O autor de Empreendedores Esquecidos diz que é preciso definir o que acontece caso algum sócio queira sair do negócio, caso a sociedade seja desmanchada, o que acontece se o negócio precisar de mais dinheiro, e assim por diante. Além de ser um bom exercício para os futuros sócios, ter um plano de saída permite que a sociedade seja desmanchada de modo organizado, sem trazer maiores prejuízos a todos.

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Autor: Fábio Zugman é paulistano e tem 32 anos. É professor universitário, doutorando em Administração pela FEA-USP e Mestre em Administração pela UFPR. É autor dos livros Empreendedores esquecidos (Elsevier, 2011); Administração para profissionais liberais (Elsevier, 2005); Governo eletrônico: saiba tudo sobre essa revolução (Livro pronto, 2006); O mito da criatividade (Elsevier, 2008); e coautor de Dicionário de termos de estratégia empresarial (Atlas, 2009); Criatividade sem segredos (Atlas, 2010).
Fonte: Iara Filardi - www.iarafilardi.com
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