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Teletransporte: será este o futuro da tecnologia mobile?


O Big Bang foi o evento que criou todo o universo há 13 bilhões de anos conforme estimativa dos astrônomos. Desde então o universo vem se expandindo e, por incrível que pareça, as ondas eletromagnéticas produzidas durante esta explosão colossal ecoam até os dias de hoje, podendo ser ouvidas no fenômeno denominado estática ou ruído, presente em todo o cosmos, desde sempre, pelos séculos e séculos.

O tempo foi passando e muitas descobertas vieram. O conceito de que corpos celestes podiam emitir ondas de rádio foi engendrado antes mesmo da invenção do telégrafo, primeiro meio de comunicação à distância em tempo real. Em 1860, o matemático e físico teórico escocês, James C. Maxwell, demonstrou através de equações, que as radiações eletromagnéticas de fontes estelares, poderiam existir em qualquer frequência não somente no espectro ótico.

Com o aprimoramento do telégrafo com fios - que passou a ser sem fios no início do século XX - a humanidade teve inaugurada a era “mobile”, e pela primeira vez na história, embarcações podiam dispor de um meio de comunicação em “real time”.

Como toda a tecnologia tem suas limitações, a principal delas, que perdura até hoje, são as interferências emitidas por outras fontes de radiação, que podem ser outras antenas de outros sistemas, estática, de fenômenos do campo eletromagnético da terra ou outros fenômenos cósmicos, destacando-se entre eles um em especial: as tempestades solares.

Enquanto nós, construtores de redes de telecomunicações, tentamos mitigar os efeitos nocivos das interferências prejudiciais em redes de telecomunicações, perdendo algumas batalhas e ganhando outras, cientistas do ramo da física quântica, da Universidade de Ciência e Tecnologia de Hefei, na China, conseguiram teletransportar objetos macroscópios em curtas distâncias.

A base para tal experimento é a teoria da relatividade, de Einstein, segundo a qual o universo é curvo e existem pontos que podem ser interligados. Segundo a teoria da relatividade, existem pontos no universo onde, teoricamente, a mesma partícula compartilha a mesma informação, independente da distância entre elas.

Dessa forma, não ocorre transmissão da informação da partícula teletransportada continuamente no espaço, mas sim o teletransporte de um ponto ao outro de modo instantâneo, sem atravessar o espaço que as separa.

O grande problema atual entre essa “ponte cósmica” é que é um átimo de tempo no qual a informação se torna intacta atualmente não supera 100 microssegundos. Mesmo a ciência havendo dado um passo importante, o teletransporte como idealizado no seriado Jornada nas Estrelas, é uma realidade distante em razão das limitações acima relatadas.

No entanto, como a história se passa nos idos do século XXIII e ainda estamos nos século XXI, o mesmo assombro que nos causa o teletransporte, causaria ao habitante do início século XIX a eletricidade, a radiotelegrafia, a estrada de ferro, recentemente inventada, dentre tantos outros avanços da medicina, engenharia, entre outros ramos do saber.

Será esse o futuro das telecomunicações? Essa resposta somente o tempo poderá nos responder.

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Autor: Dane Avanzi é advogado, empresário do Setor de Engenharia Civil, Elétrica e de Telecomunicações. É Diretor Superintendente do Instituto Avanzi, ONG de defesa dos direitos do Consumidor de Telecomunicações. Sobre o Grupo Avanzi: www.grupoavanzi.com.br
Fonte: InformaMídia Comunicação - www.informamidia.com.br
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