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A tecnologia a favor do idoso que mora sozinho


Grave problema de saúde pública, as fraturas provocadas por quedas exigem rápido atendimento médico; empreendedor cria dispositivo que pode ajudar nesses casos

Imagine a seguinte cena. Um idoso cai em casa e fica à espera de socorro por quase dois dias. A situação ocorre, pois ele mora sozinho. A demora no atendimento, nesse caso, pode ser responsável pelo agravamento de um quadro que, normalmente, já é complicado. O problema da queda de idosos leva a três internações por hora em hospitais públicos. A mais preocupante das fraturas - a do fêmur - possui um índice de mortalidade de 20% em um ano. Nesse tipo de lesão, não há como se locomover para pedir ajuda. Nessa situação, um aviso sobre a queda poderia salvar vidas.

Consultor em tecnologia por quase 20 anos, Edilson Osorio Junior é também fundador e CEO da Daruni Healthcare, empresa focada no público de terceira idade. "Vendo que não existiam tecnologias para detecção automática de queda e notificação dos familiares, eu resolvi começar o desenvolvimento de um dispositivo", diz. A relevância de criar um alerta sobre queda dos idosos se justifica na medida em que atualmente 3,7 milhões deles moram sozinhos, segundo dados do IBGE (2012). Quanto mais longevo, maiores as chances de desenvolver fraturas mais graves.

"A fratura mais perigosa, a do fêmur, responde por 50% dos casos em idosos com mais de 75 anos", explica o geriatra do Instituto Longevità, Carlos André Uehara. A reincidência de quedas pode levar o idoso a evitar atividades por medo, o que, na opinião do médico, é extremamente prejudicial. "Isso é ruim, pois ele para de fazer as coisas, o que pode levar a atrofia da musculatura e até à depressão", afirma o médico.

Especialistas da área de geriatria já falam em uma epidemia de fraturas de idosos. Segundo dados do Ministério da Saúde, em cinco anos o número de fraturas por fragilidade em idosos aumentou cerca de 30%. Todos os anos um em cada três indivíduos com mais de 65 anos sofrem com quedas. O geriatra explica que a maior parte dessas quedas ocorre em casa e possui inúmeras causas: problemas de visão ou equilíbrio, doenças crônicas não controladas como pressão alta e diabetes ou degenerativa como osteoporose.

A importância de preservar a independência do idoso e evitar a necessidade de vigilância constante por parte dos familiares foi uma das motivações de Osorio. Apesar de ainda não estar no mercado, o dispositivo está pronto e funcional. O objetivo do empreendedor é viabilizar um produto que possa dar mais liberdade e privacidade, diminuir o tempo para o primeiro atendimento e aumentar as chances de não haver sequelas. "A ideia do dispositivo é também a de ajudar as famílias e os idosos a terem mais qualidade de vida", finaliza.

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Fonte: Ecco Press Comunicação Ltda.
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