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Tradutor e intérprete, boa oportunidade de carreira


O que antes era uma atividade para complementar a renda, agora se tornou uma carreira com grandes possibilidades

Em 2012, a Companhia de Idiomas registrou um aumento de 43% em sua receita proveniente do serviço de Tradução, comparado a 2011. O intercâmbio de profissionais, informações e os negócios entre diferentes países favorece algumas profissões, como no caso do tradutor. Rosangela Souza, sócia-diretora da Companhia de Idiomas, empresa especializada em serviços de tradução, cursos e consultoria, comenta: “O aumento no volume de serviço de tradução, para nós, está bastante ligado aos negócios realizados entre empresas brasileiras e internacionais, presença de investidores estrangeiros, fusões e aquisições, balança comercial e outros fatores. Os eventos esportivos são fatos novos para nosso segmento, é provável que também gerem um aumento nos negócios de tradução”.

O que antes era uma fonte complementar de renda agora é uma promissora profissão. No entanto, a profissão ainda não é regulamentada, ou seja, não há uma exigência legal sobre a formação do profissional que pode exercê-la, embora há décadas existam cursos de graduação em Tradução. Os tradutores experientes dizem que os profissionais que atuam hoje nessa área deveriam pelo menos ter a graduação no curso de Letras ou de Tradução. Além disso, se o tradutor for graduado em outra área de conhecimento, poderá se especializar na tradução de textos desta área, unindo sua formação em Letras à outra formação. “Conheço advogados, engenheiros e médicos que se tornaram excelentes tradutores, atuando em mercados específicos de sua formação”, afirma Rosangela.

Com o mercado de tradução aquecido, é preciso ter cuidado ao verificar se o tradutor atende as exigências com relação às habilidades profissionais. Mas quais são estas habilidades? “É fundamental que o tradutor seja um leitor voraz nos idiomas que traduz e nos que lê para traduzir. É isso que dará a ele repertório, vocabulário amplo, capacidade de perceber as sutilezas e armadilhas dos idiomas”, diz Rosangela. A sócia da Companhia de Idiomas enumera outras habilidades que deve ter o bom tradutor: “Deve ser alguém muito bem informado e curioso – sobre notícias do mundo, artes, negócios ou qualquer área de conhecimento na qual deseje traduzir. E deve escrever muito bem a língua-alvo. Se traduz do inglês para o português, tem de dominar os dois idiomas. Um profissional se diferenciará no mercado se tiver este perfil, além de transitar bem entre a fidelidade ao texto original e a capacidade de produzir outro texto igualmente interessante, preciso, poético - ou com qualquer outra característica que o autor foi capaz de colocar em seu texto. A tradução literária, por exemplo, não pode ser um texto menor. A tradução corporativa ou jurídica não pode ser menos precisa. Um roteiro de filme ou teatro não pode ser menos brilhante. Conhecer a cultura de países também contribui para a formação de um excelente tradutor. Além de conhecimentos e habilidades, há atitudes que são imprescindíveis a um tradutor, como curiosidade, concentração absoluta, organização máxima, comprometimento com prazos, capacidade de análise da complexidade de um texto e postura detalhista”.

Os tradutores e intérpretes podem atuar em inúmeros campos: no mercado corporativo, no segmento literário, na indústria cinematográfica, além de serem fundamentais em grandes eventos internacionais para a interpretação simultânea e fazerem a tradução juramentada. Nesse último caso é necessário prestar concurso público para transformar as traduções em documentos oficiais. O tradutor pode trabalhar em casa ou em uma empresa, editora, como autônomo, microempresa ou em regime de CLT, para empresas, editoras ou escritórios de tradução. Em qualquer um desses modelos, há vantagens e desvantagens, como em qualquer profissão.

A remuneração de um tradutor é compatível com o trabalho que executa. No site do Sindicato Nacional dos Tradutores (www.sintra.org.br) existe uma tabela com valores de referência praticados pelo mercado. Na Companhia de Idiomas, segundo Rosangela, há vários perfis de clientes, desde aqueles que buscam o menor preço, os que precisam do cumprimento do prazo impreterivelmente, os que necessitam de um texto impecável e, finalmente, aqueles que querem os três pilares que compõem este tipo de serviço. “É comum encontrar pessoas aflitas com uma tradução enorme, para ser realizada em poucos dias. Nestes casos, é cobrada uma taxa de urgência”, explica Rosangela. Como em qualquer segmento, os profissionais mais qualificados são indicados com mais frequência e a remuneração deles tende a aumentar.

Para os profissionais que desejam começar a atuar nessa área, Rosangela aconselha: “Primeiro, a pessoa deve avaliar se realmente tem talento para este tipo de trabalho. Como já dissemos anteriormente, os excelentes tradutores geralmente gostam de ler, de pesquisar, adoram o desafio de não entender e buscar a resposta. Não é alguém que quer soluções prontas, práticas e rápidas. É alguém concentrado , organizado e paciente. Para entrar na área e se diferenciar, estes fatores precisam ser considerados. Organização financeira também é fundamental, pois, assim como atores e várias outras profissões, há períodos de trabalho intenso e períodos mais escassos. O tradutor deve se organizar para ter sempre reservas que cubram pelo menos dois meses de despesas”
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Assessoria de Comunicação da Companhia de Idiomas - www.ecopress.com.br
Fonte: Rosangela de Fátima Souza, sócia-diretora da Companhia de Idiomas, empresa especializada em cursos de idiomas in company, consultoria em idiomas e traduções. É tradutora-intérprete, especialista em Gestão Empresarial com MBA pela FGV e Docência de Nível Superior da FGV. Desenvolveu projetos acadêmicos sobre expansão por franquias no segmento de idiomas, planejamento estratégico e indicadores de desempenho para pequenas empresas. Sua empresa recebeu vários prêmios, como Mulher de Negócios, 100 Melhores Fornecedores para RH, Fornecedor de Confiança (da revista Melhor) e o MPE Brasil do SEBRAE.
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