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Black Friday chega com o desejo de salvação e o poder de condenação

O varejo eletrônico se prepara para a Black Friday, que neste ano terá maior fiscalização da câmara e-net e demais organizações de consumidores. Mas qual deverá ser o pulo do gato dos varejistas? Preço imbatível e condições especiais já são premissas obrigatórias, então estruturar conteúdo especial para influenciar e auxiliar o comprador a se localizar em meio a tantas ofertas e categorias, certamente será um dos possíveis caminhos para estabelecer relevância para surpreender positivamente.

A Black Friday é um fenômeno fascinante do mercado em que uma promessa realmente atraente é feita ao consumidor não por um lojista, mas por todo o mercado, de tal forma que é quase irresistível ignorar esta oportunidade única. E num ano com uma ressaca de crise econômica (política ou não), que basicamente implora por uma salvação no fim do segundo tempo, coloca a Black Friday numa posição delicada onde todos estão com todo o estoque mais carregado e com os bolsos mais vazios do que desejavam e inclusive necessitavam.

Todos estarão dando o seu melhor para tirarem este último “coelho da cartola”, por esta razão que baixar preços, ampliar parcelas e fazer um discurso promocional pode, desta vez, ser mais do mesmo na hora de evitar desaparecer no imenso tsunami de ofertas que já está tomando forma. Tudo indica que a venda nesta edição, para a maioria dos lojistas, não virá de novos consumidores tradicionais caçadores de ofertas, mas da própria base que se manteve um tanto tímida nos últimos meses a espera de uma boa notícia nos jornais ou a espera de uma oferta que justificasse o risco de gastar as suas valiosas economias. Ou seja, ofertas melhores para quem são seus melhores clientes primeiro, depois ofertas maciças para “lavar o mercado”.

Gosto de pensar que no final do dia somos pessoas lindando com pessoas e que um pouco de empatia e resiliência sempre são úteis para criar relacionamentos duradouros. Então, a pergunta é: o que gostaria que o estabelecimento que mais gosta fizesse ao criar oportunidades incríveis? Acredito que a resposta seja: não esquecer de você e da sua importância em momento algum. Isso implica em enxergá-lo em meio a multidão e atendê-lo com prioridade, paciência e garantir que você possa aproveitar ao máximo qualquer oportunidade única que a loja possa estar oferecendo. E se falhar por alguma razão, assumir a dificuldade com transparência, demonstrando real interesse em recompensá-lo agora e na próxima oportunidade.

A oportunidade aqui não é apenas vender muito, tão pouco queimar os estoques, mas sobreviver à crise sustentando o valor construído junto a base de clientes, que neste momento está em sua maioria assustada, mas com um enorme desejo de consumo reprimido. Desejo boas vendas, bom senso e boas práticas, pois temos um ano inteiro pela frente depois e não podemos desperdiçar nenhuma chance de construir valor para garantir a tão necessária recompra nos meses vindouros.

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Autor: Fabrizzio Topper, empreendedor, palestrante e professor, atual CEO da consultoria Topper Minds, é expert em modelagem de negócios digitais e omnichannel e também atua como coordenador técnico na ComSchool.
Fonte e foto: Vera Moreira Comunicação - www.veramoreira.com.br
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